quinta-feira, agosto 31, 2006

Necrópole Nua e Crua

No último sábado, 26/08/2006, aconteceu no SESC Pompéia a palestra Necrópole Nua e Crua, que fechou o ciclo de encontros de autores de literatura de terror e suspense intitulado Página Assombrada.

Richard Diegues, Camila Fernandes, Gian Celli, Alexandre Heredia e Giorgio Cappelli durante a palestra.


Foi um encontro descontraído e divertido, onde os NecroAutores puderam discorrer sobre o processo de criação literária, a gênese da coleção e sobre o mercado de literatura no Brasil.

Os NecroAutores gostariam de agradecer a todos que participaram deste evento, além da administração do SESC Pompéia pelo convite, se colocando à disposição para futuros encontros semelhantes.

segunda-feira, agosto 07, 2006

PÁGINA ASSOMBRADA - ENCONTROS COM A LITERATURA DE TERROR

Mortais,

o SESC-SP realizará em agosto uma série de encontros com a nova geração da Literatura de Terror. A programação combina encontros com escritores e performances.

E o melhor, é GRÁTIS!

Confira a programação:

Quem tem medo de fantasmas? Histórias envolvendo fantasmas, vampiros e outros seres fantásticos sempre estiveram presentes em lendas e relatos populares. A Arte, partindo de um olhar estético e poético, contribuiu na construção de imagens que se tornaram a representação artística do imaginário coletivo, transpondo para pinturas, filmes para cinema, histórias em quadrinhos e livros, manifestações de terror que apresentam cenários improváveis e estranhas criaturas, para despertar o medo e causar a surpresa e o susto. Em agosto, propomos uma viagem em direção à Literatura de terror, explorando os elementos estruturais, a reflexão e discussão que estes textos sugerem e o processo criativo de escritores que se aventuram por esta temática.

PROGRAMAÇÃO NO AUDITÓRIO:

André Vianco - Personagens de terror
O escritor participa de uma conversa com os leitores, explorando as técnicas que mais utiliza para compor personagens verossímeis em cenários de fantasia e de terror. Vianco é escritor, autor das obras "Sétimo" e "A Casa".
Dia 17. Quinta, às 20h.

Novos caminhos do terror
Os autores Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Giorgio Cappelli (coleção Necrópole) conversam com o público sobre a presença do terror e do mistério na cultura clássica e contemporânea: Quadrinhos, filmes, literatura, lendas urbanas e clichês.
Dia 18. Sexta, às 15h.

Necrópole nua e crua
Os autores Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues (coleção Necrópole) participam de um bate-papo descontraído com o público, falando de sua trajetória como escritores de terror e dos elementos de criação de histórias do gênero: processo criativo, desenvolvimento de personagens, uso de mitos e conceitos populares e outros. Com leitura de contos de terror.
Dias 19 e 26. Sábados, às 14h.


Roberto Causo - Literatura de terror no Brasil
O autor da obra "Ficção cientifica, fantasia e horror no Brasil", publicado pela Editora da Universidade Federal de Minas Gerais, apresenta seu trabalho como pesquisador e comenta sobre processos de criação literária. Causo escreve ficção científica, fantasia, horror e outros.
Dia 24. Quinta, às 20h.

A Essência do medo na literatura
Os autores Alexandre Heredia, Camila Fernandes e Giorgio Cappelli (coleção Necrópole) discutem com o público o fascínio que o medo exerce sobre o ser humano e sua presença na arte, notadamente no cinema e na literatura, explorando a questão: por que gostamos tanto de sentir medo?
Dia 25. Sexta, às 15h.

PROGRAMAÇÃO NA RUA CENTRAL:


Leituras noturnas

Com Nilson Muniz e Luciana Ramanzini. Performances a partir de contos e poemas de autores que abordam o terror, a fantasia e o mistério em suas obras. Dias 17, 18, 24 e 25. Quinta, às 19h30 e sexta, às 20h30.

SESC Pompéia
Rua Clélia, 93 - Pompéia - São Paulo - SP - CEP 05042-000
telefone: 11 3871-7700
fax: 11 3865-0324
e-mail: email@pompeia.sescsp.org.br

horário de funcionamento
terça a sábado, das 9h às 22h
domingos e feriados, das 9h às 20h

segunda-feira, julho 24, 2006

Fantasmas no Leia Livro

O excelente site de literatura Leia Livro, que já publicara duas resenhas de Necrópole - histórias de vampiros, agora traz mais um excelente texto falando de Necrópole - histórias de fantasmas. A autora, Luciana Fátima, é honesta e gentil em sua crítica.

Confiram aqui: Necrópole - Histórias de Fantasmas, no Leia Livro

quarta-feira, maio 24, 2006

Saiu o NecroZine #6!


Mortais,

após um hiato graças ao lançamento de Necrópole - Histórias de Fantasmas os NecroAutores retornam com mais uma edição do NecroZine, com cinco novas histórias inéditas e arrepiantes. São elas:

O Trem Fantasma - de Alexandre Heredia

Tão Certo Como a Queda da Chuva - de Camila Fernandes

Assassino Irreal - de Gianpaolo Celli

O Aviso - de Giorgio Cappelli

Santo Embuste - de Richard Diegues

Para baixar o arquivo em PDF é só clicar na figura da capa acima, ou no ícone correspondente na lateral da página, na seção "Downloads".

Caronte
caronte@necrozine.zzn.com

segunda-feira, abril 17, 2006

Noite de Autógrafos

domingo, março 19, 2006

Você acha que eu ligo?

por Camila Fernandes

Se você acha que eu ligo, a resposta é sim. Ligo pra distância entre nós.
Quem te deixou ir tão longe? Quem te deixou riscar meu nome da agenda, rasgar minhas cartas, queimar minhas fotos?
É essa a sua tática? Acha que deixo de existir por causa do que você faz com suas lembranças? Não sou uma memória pra você apagar estupidamente. Eu existo. Goste ou não.
Acha que não sei da sua vida? Que não te sigo pelas ruas? Que não paro na esquina ouvindo o seu papo com estranhos? Que não roço os seus cabelos quando está distraída? Eles ainda têm o cheiro daquele perfume que te dei. Isso você não quis jogar fora, vagabunda.
Eu te dei amor. Você também me amou. Pensa que esse amor vai desaparecer só porque você nega? Eu sou seu homem. Você é minha mulher. Sempre vai ser. E nada do que possa fazer apaga o que eu sou. Eu te amo. Por isso te persigo.
Gosto quando volta do trabalho sozinha, tarde da noite. Mas você não passa pela praça onde quero te fazer parar. Parar de vez. Você vai pela avenida, que é longa, mas tem luz, parece segura, não? Só que eu estou ali, a poucos passos da sua porta, te seguindo, te esperando, o telefone toca na sua bolsa e meu ódio ferve com o seu alô todo sorridente. Com quem está falando? Quem é esse cara pra te ligar a esta hora?
Ele não é nada! Nunca será nada do que eu fui ou do que poderia ter sido se você não fosse tão idiota. Vadia idiota. Quem te deu o direito de me rejeitar? Quem disse que você podia me esquecer?
Mas eu não esqueço. Não esqueço de contar quantas pessoas te telefonam todo dia. Não esqueço de abrir sua caixa de correio pra saber quem te escreve. Nem de seguir seus amigos, ouvir os seus recados nos telefones deles, olhar as fotos do seu fim-de-semana, uma por uma, ver quem te acompanhou, te tocou, te desejou e te imaginou recíproca. Recíproca! O que você sabe de reciprocidade, sua piranha fria? Fria e superficial. Nunca me deixou ir fundo. Nunca me deixou conhecer de verdade o que estava debaixo da sua casca calculada, conveniente, sorriso sem alegria, tristeza sem lágrima. Você sempre usou disfarces. Será que a sua máscara vai cair quando eu...
Eu ligo pra você. Ninguém nunca vai ligar tanto pra outra pessoa. Não vê que tudo o que faço tem você como motivo? Se admitisse que me ama eu não te odiaria tanto. Te amo e te odeio em medidas iguais. Você fingir que não sabe me enraivece. Chego a querer te matar. Sabia? Fico pra te matar. Na verdade, é o que eu mais quero! Te ver morta. Pra você saber como é.
Queria correr atrás de você, deixar meus passos crescerem nos seus ouvidos, cabeça, coração, bater uma-duas-três vezes, rápido, mais rápido, então te ouvir gritar de medo, prazer, os dois, eu sei lá. Berrar, ser verdadeira uma vez na vida. E não ser capaz de fingir que não estou lá.
Eu faria isso se pudesse. Mas não posso. Não desde que atravessei aquela rua, tarde da noite, sem ver o carro que vinha depressa. Bum. Foi como um coice. Voei longe. E de repente eu não conseguia mais me levantar. Mas só o que eu pensava era: como é que você vai conseguir viver sem mim?
Mas você conseguiu. E como foi fácil.
Queria te ferir. Fazer você se importar também. Doer. Como dói aqui. Mas você é carne, eu sou vento, embaraçar seu cabelo é o pior que posso fazer.
Assim é estar morto: amar e odiar sem ser visto.
Mas vou descobrir como fazer sua alma sangrar diariamente. E depois desse dia você não vai mais me ignorar, vai? Você vai se importar. Vai se debater, se desesperar. Você vai lembrar de mim, dessa vez pra sempre.
Afinal, quem te deixou não ser minha?

quinta-feira, março 16, 2006

Necrópole no jornal "O Regional"

Mortais,

Uma excelente matéria sobre a literatura vampiresca no Brasil acaba de sair no jornal "O Regional", da cidade de Catanduva. O texto fala dos autores nacionais do gênero, mas dá destaque ao trabalho de Alexandre Hereria, Camila Fernandes, Gian Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues em "Necrópole - histórias de vampiros", sem deixar de mencionar o novo livro da coleção, "Necrópole - histórias de fantasmas", bem como seu lançamento na Bienal.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Os Necroautores agradecem à redação do jornal pela menção.